Na Cercipeniche, são as pessoas que fazem a diferença. Nesta nova rubrica, damos a conhecer quem, todos os dias, contribui para tornar a nossa missão possível.
Há quanto tempo é voluntária na Cercipeniche?
– Não tenho bem a certeza, mas penso que há uns 4 anos.
O que a motivou a tornar-se voluntária?
– Olhe, foi uma escolha que eu fiz quando o meu marido esteve 2 anos doente, numa cadeira de rodas. A certa altura, ele piorou muito e nós apercebemo-nos de que ele podia partir primeiro do que eu.
Eu já tinha sido cuidadora do meu pai, antes de ser cuidadora do meu marido. Fui cuidadora do meu pai, ele faleceu junto de mim e, depois, fui cuidadora do meu marido até ao momento em que o deixei no hospital e não voltei a vê-lo.
Quando nos apercebemos disso, discutimos esse assunto. Eu não estava a ver o meu futuro sem ter de cuidar de um ser amado. Uma vez que os meus filhos e os meus netos estavam longe, perguntei ao meu marido, e ele concordou absolutamente comigo.
Ele disse-me:
– Pronto, procura!
E eu perguntei:
– E, se eu não encontrar, achas que posso ir para África?
Ele respondeu:
– Vais! Vais para onde tu sentires que podes ser útil.
Portanto, foi uma escolha feita com muito tempo. Eu tinha necessidade de cuidar de alguém. Era uma necessidade.
O que mais gosta no voluntariado da Cercipeniche?
– O que eu mais gosto é do amor que sinto que me dão. É o que eu mais gosto. É o carinho que sinto de todos, tanto da parte dos utentes como dos colaboradores… De todos, todos. Toda a gente!
Em 3 palavras, como define a Cercipeniche?
– Em 3 palavras: respeito pelas pessoas, amor e cuidado.
Que mensagem deixaria a quem está a pensar fazer voluntariado?
– Eu… a mensagem que deixo… até me arrepio…! É que é o melhor que nós podemos fazer, porque nós recebemos mais do que damos.

