Definição de Terapeuta da Fala (Dec. Lei nº564 de 21/12/1999)

O Terapeuta da Fala é o técnico de Diagnóstico e Terapêutica responsável pelo "desenvolvimento de actividades no âmbito da prevenção, avaliação e tratamento das perturbações na comunicação humana, englobando, não só, todas as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não verbal."

 

Definição do Comité Permanente de Ligação dos Terapeutas da Fala da União Europeia -CPLOL,1999:

O Terapeuta da Fala intervém em todas as situações de patologia da fala, de voz e da linguagem oral e escrita, qualquer que seja a etiologia, na criança, no adolescente, no adulto e na pessoa idosa. É um profissional a quem compete a prevenção, a avaliação, o tratamento e o estudo cientifico da comunicação humana e das perturbações associadas.

Neste contexto, a comunicação engloba todas as funções associadas à expressão da linguagem oral e escrita, assim como todas as formas apropriadas de comunicação não-verbal.

Este nível de cuidados exige profissionais mais reflexivos e bem preparados em várias áreas cientificas, desde áreas das Ciências Biomédicas, às Ciências Sociais e do Comportamento e ás da Linguagem, para além das disciplinas próprias, directamente relacionadas com a intervenção terapêutica.

A sua actuação processa-se , essencialmente em Jardins de Infância e Escolas de Ensino Regular e Especial, Hospitais Gerais e Especializados e Centros de Saúde e de Saúde Mental.

 

TERAPIA DA FALA em contexto educativo:

As crianças e jovens com necessidades educativas especiais de carácter prolongado no domínio da Comunicação, Linguagem e Fala, apresentam, na sua maioria, características que implicam a intervenção de um Terapeuta da Fala, numa estreita colaboração com o docente de educação especial.

De acordo com a legislação aplicável, Portaria nº256 A/86 de 28 de Maio, mais propriamente no seu 3º artigo, a actividade do Terapeuta da Fala é sustentada em:

  • Avaliar e tratar as deficiências da fala a partir de observações directas e dos antecedente clínicos
  • Reeducar as alterações de linguagem, nomeadamente, perturbações da fala, atrasos de desenvolvimento da linguagem e perda de capacidade linguística, utilizando métodos e técnicas mais apropriados, mediante os casos;
  • Elaborar diagnósticos e planos terapêuticos da fala
  • Orientar os familiares e os docentes, tendo em vista a complementariedade da acção terapêutica
  • Fazer parte de equipas de reabilitação ou reeducação, conjuntamente com outros técnicos, aplicando os conhecimentos específicos da sua actividade

  

Práticas do Terapeuta da Fala

As práticas em Terapia da Fala englobam todas as componentes e factores identificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 2000)i.e., os Terapeutas da Fala trabalham para aumentar a qualidade de vida das crianças e jovens, reduzindo as deficiências das estruturas e funções corporais, as limitações da actividade, a restrições da participação e as barreiras ambientais.

ÂMBITO DA INTERVENÇÃO DO TF EM CONTEXTO EDUCATIVO

  • Prevenção; Rastreio; Consultadoria; Avaliação e Diagnóstico; Tratamento; Intervenção; Gestão, Aconselhamento e seguimento das crianças e jovens com perturbações aos diferentes níveis.

 

NÍVEIS DE INTERVENÇÃO DO TERAPEUTA DA FALA:

FALA

  • Articulação;
  • Fluência;
  • Ressonância;
  • Voz;
  • Componentes aerodinâmicos da respiração;
  • Disfasia;
  • Deglutição

 

LINGUAGEM

  • Perturbações de desenvolvimento da linguagem ou perturbações adquiridas da linguagem: aspectos fonológicos, morfológicos, sintácticos, semânticos e pragmáticos.

 

COMUNICAÇÃO NÃO-VERBAL

  • Utilização de técnicas e estratégias de comunicação aumentativa (sistemas e materiais a utilizar);
  • Observação e controlo dos aspectos supra-segmentais;
  • Utilização da mímica.

 

DEGLUTIÇÃO ou funções

  • Perturbações da deglutição ao nível da alimentação

 

ASPECTOS COGNITIVOS DA COMUNICAÇÃO

  • Aumento dos períodos de atenção;
  • Estimulação da memória;
  • Resolução de problemas;
  • Desenvolvimento de funções executivas

 

FUNÇÕES SENSORIAIS NO ÂMBITO DA COMUNICAÇÃO:

  • Défices de audição;

 

CONTEXTOS PARA O EXERCÍCIO DAS FUNÇÕES

  • Creches e Jardins de Infância;
  • Escolas públicas e privadas;
  • Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS);
  • Instituições de prestação de cuidados de saúde: Centros de Saúde, Hospitais, Centros de Medicina de Reabilitação;
  • Instituições de Reinserção Social;
  • Domicílios;
  • Consultórios privados;
  • (...).

 

DINÂMICAS DE TRABALHO

Trabalho directo com:

  • Crianças e jovens em diferentes níveis:
    • Processos patológicos (e.g., afasia e fenda palatina);
    • Ausência de processos patológicos (e.g., indivíduos -português como segunda língua).

 

Trabalho indirecto com:

  • Famílias;
  • Grupos;
  • Profissionais da Educação;
  • Profissionais da Saúde;
  • População em Geral.
     
 

CONTACTOS:

Terapeuta Gisela Couto

Rua Adelino Amaro da Costa (Instalações do CREAP)

2520-268 PENICHE

Telf: 262780080

Fax: 262789963

Entidades Financiadoras

Governo de portugalGoverno de Portugal Ministério da Educação e CiênciaUnião Europeia Fundo Social EuropeuPrograma Operacional Inclusão Social e EmpregoPortugal 2020Instituto do emprego e Formação profissional IPSegurança SocialPrograma Operacional Regional do Centro

Parceiros

Município de PenicheFenacerciEscola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de PenicheADEPE - Associação de Desenvolvimento de PenicheAcompanha - Cooperativa de Solidariedade Social

Reconhecimentos e Acreditações

DGERT - Certificação de Entidades FormadorasMembro Honorário da Ordem de Mérito de Instrução PúblicaUm globo inclinado, com uma grelha sobreposta. Na sua superfície está recortado um buraco de fechadura Campanha Eficiência Energética no Facebook

Saturday the 19th. Todos os direitos reservados.